Para Ermírio, indústria deve levar mais de um ano para repassar CPMF
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domingo, 20 de junho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 21 (AE) - O presidente do grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, disse hoje que a indústria deverá levar 1 ano ou mais para repassar o aumento da CPMF para seus preços. "Não existe essa história de repasse imediato. Não há espaço e nem mercado para isso", afirmou. Ermírio destacou que, desde dua criação até agora, a CPMF já aumentou 90%, passando de 0,2% para 0,38%. "O pior de tudo é saber que ela foi criada com um fim social e depois se descobre que 20% desses recursos foram desviados para outros setores", disse.
O empresário disse que é favorável a medidas de incentivo para produção de álcool combustível. "Não pretendo defender os usineiros, mas acho que estes incentivos podem ajudar muito na questão do desemprego", explicou. Ele usou como exemplo os Estados Unidos, "o país do petróleo e do carvão, que incentiva a sua produção de álcool, no caso o metanol". Sobre a
reportagem da revista norte-americana "Forbes", que citou Antonio Ermírio como o homem mais rico do Brasil, o empresário respondeu apenas: "Eu não estou nem aí para isso. Riqueza tem que ser interna. Não ando com seguranças e só uso carro nacional".
Antonio Ermírio participou do 2º Seminário Internacional Sobre a Utilização do Alumínio em Equipamentos de Transporte Rodoviário, que está sendo realizado hoje em São Paulo, promovido pela Associação Brasileira de Alumínio. Durante sua exposição para empresários do setor, ele traçou perspectivas positivas para o futuro do Brasil e pediu aos empresários para que investissem mais na Educação.


