Para Equador, credores não podem confiscar bens privados.
Quito, 04 (AE-DOW JONES) - O presidente do Equador, Jamil Mahuad, afirmou que os credores do país não poderão confiscar as importações do país, nem os bens de empresas equatorianas no exterior. Na sexta-feira, portadores dos bônus Brady equatorianos rejeitaram os pedidos do país por tempo para renegociar dívidas de US$ 6 bilhões, parcialmente garantidas pelo Plano Brady, e exigiram o pagamento imediato de US$ 1,4 bilhão.
Segundo Mahuad, os assessores jurídicos do governo do Equador afirmaram que as exportações do país e ativos de empresas equatorianas no exterior não poderão ser confiscados. Os credores poderiam apenas confiscar propriedades do governo equatoriano. "Legalmente, estamos protegidos. Enquanto isso, continuaremos a negociar", acrescentou o presidente.
Mahuad também disse que o não-pagamento do serviço dos Bradies e a exigência de pagamento imediato feita pelos credores não afetarão o acordo assinado na semana passada com o FMI, pelo qual o Equador deverá receber US$ 1,25 bilhão em ajuda internacional.





