São Paulo, 30 (AE) - O diretor presidente do Dresdner Bank Brasil, Winston Fritsch, não acredita que haverá uma redução rápida da taxa de juros Selic nos próximos dias em resposta à elevação de apenas 0,25 ponto percentual nos juros norteamericanos. Segundo ele, a decisão do Federal Reserve (Fed)
o banco central dos EUA, apenas retirou um fator de incerteza que estava no ar desde a última reunião do Copom.
"A taxa de juros vem se aproximando do patamar estimado pelo mercado", disse o economista, citando 18% como este valor. A partir de agora ele espera um ritmo de redução dos juros mais lento, que só seria modificado com alguma mudança radical de perspectiva a longo prazo.
De acordo com Fritsch, a partir dessa decisão do Fed, as expectativas do mercado externo em relação ao Brasil passam a se concentrar na votação das reformas fiscal e da Previdência pelo Congresso Nacional. "Não há mágica a ser feita. É preciso reduzir o defícit fiscal", avaliou.
Metas - O presidente do Dresdner Bank disse não ter se surpreendido com a metas de inflação anunciadas hoje pelo governo. "São metas factíveis", disse, ponderando que é preciso apenas cumprir os requisitos da política fiscal. Ele admite apenas alguma "surpresa negativa" no final deste ano, caso a votação das reformas não evolua.
Ao contrário de outras avaliações que consideraram conservadora a meta de 8% para 1999, Fritsch disse que, ao apresentar uma política nova, o governo precisava estabelecer um piso que pudesse ser cumprido, assegurando assim a credibilidade do novo sistema.
Segundo ele a meta de 8% de inflação para 2001 é "ambiciosa" e só será consistente se forem feitas as reformas que aumentariam a poupança doméstica do País a níveis superiores aos existentes no momento. De acordo com ele, o governo tem o tempo correndo contra si, e precisa ter pressa na votação dessas reformas.

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