Para Delfim, governo deve capitalizar Banco do Brasil
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Rodney Vergili 
São Paulo, 28 (AE) - O deputado federal (PPB-SP) e ex-ministro Antonio Delfim Netto, defendeu hoje a realização de um aumento de capital no Banco do Brasil com recursos do acionista controlador -a União- como forma de equilibrar a instituição, afetada pela inadimplência de títulos de governos estaduais e municipais.
Um rombo de R$ 5,5 bilhões ameaça o Banco do Brasil diante da possibilidade do governo federal não mais socorrer os emissores desses títulos. A decisão do governo federal estaria em desacordo com decisão do Senado na semana passada que rola por 10 anos títulos em poder do Banco do Brasil, emitidos pelos governos de Pernambuco, Santa Catarina e Alagoas e pelas Prefeituras de São Paulo, Campinas, Osasco e Guarulhos para o pagamento de precatórios. Grandes bancos privados nacionais também possuem esses papéis de governos estaduais e municipais.
O deputado federal observa que essas instituições privadas devem saber que "altas taxas de rentabilidade estão associadas a altos riscos". Delfim Netto participou de palestra no Hotel Intercontinental, em São Paulo, em evento organizado pela corretora Safic. O ex-ministro defendeu maior presença do Banco do Brasil no financiamento do comércio exterior com taxas de juros satisfatórias e prazos longos para pagamento. Ele observou que 80 empresas (principalmente estrangeiras) são responsáveis por 50% das exportações brasileiras.
O restante é realizado por 13 mil pequenas empresas, sendo de 9 mil com volume de vendas externas médias de US$ 200 mil anuais. Segundo o ex-ministro, o BB seria a instituição mais adequada para o financiamento a essas empresas, pois o sistema privado exigiria altas taxas de juros para realizar crédito para essas pequenas companhias exportadoras.


