Para delegados, depoimento não trouxe fatos novos
São Paulo, 18 (AE) - Os delegados Romeu Tuma Júnior e Naief Saad Neto, que há três meses investigam a chamada máfia dos fiscais, acompanharam o depoimento da ex-assessora do vereador Vicente Viscome Tânia de Paula à CPI dos Fiscais. Eles afirmaram que nenhum fato novo foi revelado em relação ao inquérito criminal em andamento.
"O depoimento foi um retrato do que já sabíamos por meio do inquérito que estamos fazendo", afirmou Naief. Ele explicou que a polícia está em vantagem, pois trabalha no caso há três meses e o inquérito já tem 1.800 páginas. Tuma Júnior foi mais enfático e disse que o interrogatório estava repetitivo. "Não está trazendo benefício algum e, se continuar assim, poderá até atrapalhar", afirmou.
Ele deixou a CPI antes de a sessão ser encerrada, aparentemente irritado. O presidente da CPI, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), chegou a telefonar para Tuma Júnior para saber o que teria ocorrido. De acordo com assessores políticos de Cardozo, não houve nenhum problema evidente. Desde que a CPI foi instaurada, comenta-se na Câmara que está havendo uma disputa interna pela descoberta de novos fatos da máfia dos fiscais. Acordo - Na primeira reunião da CPI, os integrantes da comissão, delegados e promotores fizeram um acordo para que os parlamentares chamassem primeiro as testemunhas que já depuseram na polícia e discutissem a convocação de pessoas supostamente envolvidas que ainda não foram investigadas pelos policiais.
A decisão foi tomada para não atrapalhar as investigações e os depoimentos mantidos sob sigilo pelos policiais e os promotores da área criminal. "Não há disputa alguma e o relacionamento é harmônico", disse Cardozo. (F.M.)





