O segurança que atirou em um assaltante durante uma tentativa de roubo na noite da última segunda-feira (25) em uma farmácia na avenida Arthur Thomas, jardim Sabará, zona oeste de Londrina, não será processado por homicídio. O delegado William Douglas Soares, que estava de plantão, entendeu que o vigilante agiu em legítima defesa, a chamada excludente de ilicitude. O rapaz, identificado pelo Instituto Médico Legal como Octávio Augusto Pereira da Silva, foi atingido na cabeça e morreu na hora.

Imagem ilustrativa da imagem Para delegado, segurança que matou assaltante em Londrina agiu em legítima defesa
| Foto: Arquivo FOLHA

Apesar da arma que usava ser registrada, o profissional de segurança não tem o porte. Ele foi autuado, mas pagou fiança de um salário mínimo e acabou sendo liberado. Baseado em imagens de câmeras do próprio estabelecimento, o delegado concluiu que o trabalhador "reagiu a uma agressão injusta". A gravação mostra o suspeito ultrapassando o limite de distanciamento instalado por causa do risco de infecção do novo coronavírus e abordando um funcionário.

Distante alguns metros, em outro ponto da farmácia, o segurança intervém, o jovem aponta o revólver para ele e é baleado. Socorristas do Siate e do Samu foram acionados, mas nada puderam fazer. No sistema de consulta do Tribunal de Justiça do Paraná, Octávio já foi preso por receptação, tráfico, dano e roubo.

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