Para delegado, Elize agiu sozinha ao esquartejar o marido
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Rogério Pagnan<br>Folhapress 
São Paulo - No segundo dia do julgamento de Elize Matsunaga, nesta terça-feira (29), o delegado Mauro Gomes Dias, que investiga o caso, disse acreditar que a ré agiu sozinha. Elize é acusada de matar o marido, empresário e herdeiro do grupo Yoki, em 19 de maio de 2012, e esquartejá-lo. A tese da Promotoria é que ela teve ajuda de uma pessoa para, ao menos, esquartejar o corpo - havia cortes feitos por técnicas diferentes. Um inquérito continua aberto para apurar isso. "Ela fez tudo sozinha", disse, em seu depoimento, o delegado, que foi convocado pela acusação para dar detalhes da investigação.
Segundo Dias, o crime começou a ser desvendado após a policia achar um saco de lixo azul no apartamento do casal, igual ao que foi encontrado com partes do corpo da vítima. Com essa informação, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico de Elize e, pelo rastreamento do aparelho celular, descobriu que ela estava no mesmo horário e local onde partes do corpo foram descartadas. "Ela só confessou porque as evidências eram totais", declarou o delegado diante dos jurados.
Dias também disse acreditar que o assassinato ocorreu assim que a vítima entrou no apartamento, ainda segurando uma caixa de pizza. Ele afirmou que, segundo testemunhas, Elize disse que ela e a família eram humilhadas. O pai dela seria chamado de vagabundo e ela seria tratada como "puta de 5ª categoria" e que só "servia para abrir as pernas". Parte dessas ofensas foi confirmada à polícia pelas funcionárias da casa, segundo Dias.
EMOÇÃO
O segundo dia de julgamento teve também o depoimento do irmão da vítima, o empresário Mauro Matsunaga. Emocionado, ele contou detalhes do reconhecimento do corpo e falou sobre o impacto da morte para a família. "Eu falo para os meus filhos cuidar bem um do outro porque é muito duro perder um irmão", disse ele, chorando.


