A direção da Copel assegura que o projeto de aproveitamento hidrelétrico da Bacia do Rio Tibagi terá um impacto insignificante em relação às populações que vivem próximo à área da barragem. ''Apenas 15 famílias serão indenizadas pelo alagamento'', afirma José Marques Filho, coordenador do projeto da Usina de São Jerônimo, que já foi licitada no final de junho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador do setor elétrico.

A hidrelétrica terá uma potência instalada de 330 megawatts. O prazo para a conclusão é de 72 meses após o aval dos órgãos ambientais que ainda estudam o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), elaborado pela Copel, sócia minoritária no empreendimento. ''Faremos tudo o que foi feito em Salto Caxias, considerado hoje um modelo para as questões sociais e ambientais que fazem parte de uma obra do gênero''. De acordo com o coordenador, o vale onde será formado o lago tem uma grande inclinação, diminuindo sua extensão.

Em estudos preliminares, a Copel identificou cinco pontos de exploração energética para o Rio Tibagi. Os outros quatro projetos foram engavetados, segundo a companhia, por falta de interessados.

O polêmico projeto mobilizou movimentos contrários nas comunidades indígenas duas reservas terão áreas alagadas, Apucaraninha e Mococa e ONGs do Norte do Estado. Em março, um protesto fechou a ponte sobre o Rio Tibagi.(L.F.M.)

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