Para cônsul, ''advogados não são só para presos''
O cônsul-geral do Brasil em Ciudad del Este, Antonio José Rezende de Castro, 49, rebateu as acusações dos internos brasileiros na penitenciária regional. Segundo ele, os dois advogados não são exclusivos dos presos. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
Como o senhor recebe as críticas dos presos no Paraguai contra a assessoria jurídica?
Os advogados são responsáveis pela assistência jurídica prestada a cerca de 250 mil brasiguaios dos departamentos de (estados) de Itapúa, Canindeyú e Alto Paraná. Os dois advogados do consulado não são só para presos.
Em qual frequência ela acontece?
Os advogados vão na penitenciária todo mês. Cada preso recebe informações sobre seu processo num intervalo médio de três a cinco meses. É impossível controlar 70 expedientes num mesmo mês. Em casos mais graves, o prazo é mais curto.
Mas a versão deles é bem diferente
O grave problema que temos é a notória lentidão da Justiça. Nós recorremos automaticamente da pena privativa de liberdade acima de três anos, sem entrar no mérito dele ser culpado ou não.
Qual é a assistência social prestada aos presos?
É essencialmente sempre de remédios. Nossa obrigação é fazer os direitos humanos deles serem respeitados. O governo concede sempre assistência médica. Também oferecemos num intervalo de dois a seis meses cestas básicas e vestuário básico.





