Para Cândido, sem-terra 'querem um cadáver'
O MST está à procura de um cadáver e eles não conseguirão um aqui no Paraná. Foi assim que o Secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, rebateu as denúncias de irregularidades praticadas pela PM nas operações da semana passada. O secretário negou veementemente todas as acusações feitas pelo MST e a CPT e ressaltou que estas organizações querem incompatibilizar a Secretaria de Segurança Pública perante a opinião pública.
Segundo Oliveira, não houve violência, sequer verbal, durante as operações. O secretário também defendeu os PMs que participaram da operação e negou que eles tenham recebido a ajuda de jagunços para queimarem os barracos. Os policiais têm uma formação moral inatacável, disse. Ele informou que tem uma fita de vídeo que pode comprovar que as operações foram pacíficas. Acrescentou que as acusações lançadas na imprensa representam o desespero do MST em encontrar uma vítima que possa ser usada contra o governo.
O secretário de Segurança Pública voltou a confirmar que as operações de desarmamento, tanto no campo, como na cidade, irão continuar. Oliveira atacou a postura adotada pelo MST, que segundo ele, é um movimento com fins meramente políticos. Segundo ele, nos acampamentos foram encontradas famílias oriundas de estados do nordeste que foram deslocadas para o Paraná apenas com a finalidade de engrossar as fileiras do MST. Estas histórias de tentativa de estupro e roubo não existem. Acho muito estranho o MST ficar fazendo este tipo de afirmação enquanto o próprio padre Roque Zimermann, que é deputado federal pelo PT, disse na imprensa que as operações não tiveram o registro de violência, observou.
Sobre o desrepeito ao horário em que as desocupações foram realizadas, Cândido Martins de Oliveira disse que não há nada que determine que a polícia, ao encontrar uma situação de crime, deixe de agir. Ele mencionou que a polícia aguardou o clarear do dia para entrar nas fazendas. O secretário voltou a solicitar que os sem-terra oficializem os abusos às autoridades competentes ao invés de ficarem apenas denunciando pela imprensa.
Incra O novo superintendente do Incra no Paraná, José Carlos de Araújo Vieira, tomou posse do cargo ontem à tarde em Brasília. Vieira era assessor especial de Assuntos Fundiários da Casa Civil do Governo do Paraná e irá substituir Petrus Abib, que foi nomeado para chefiar a assessoria especial de gabinete do ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann. (D.V.)





