São Paulo, 09 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse hoje em São Paulo que ainda não surgiu um nome em condições de representar a oposição na sucessão presidencial de 2002. Brizola condenou as idéias do governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), e criticou o pré-candidato do PPS à Presidência em 2002, Ciro Gomes, dizendo que ele "não é preparado". Para o pedetista, o governador mineiro, Itamar Franco (PMDB), atualmente é o nome que se destaca na oposição.
"O Itamar está levantando o povo mineiro, vem assumindo posições que chamam a atenção, mas ainda não representa uma luz que mobilize o povo", disse o pedetista, em entrevista coletiva na Faculdade Getúlio Vargas, onde participou de um seminário do partido sobre o "jeito do PDT governar".
Brizola voltou a criticar Garotinho, que também é canditado potencial à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Ele foi eleito para governar e não para fazer o papel de pregador religioso", disse Brizola. "Entregou os royalties do petróleo do Rio de Janeiro em troca dos benefícios para renegociação da dívida do Estado."
Sobre Ciro Gomes, Brizola resumiu: "O Ciro nada mais é do que um descontente, um dissidente do neoliberalismo. Pretende vender a impressão que é de Harvard, mas na realidade ele só andou pela periferia de lá." O governador Mário Covas também está descartado, segundo Brizola, da sucessão presidencial em 2002. "O povo vai se perguntar se ele pode assumir essa responsabilidade depois das cirurgias que fez", disse.
O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, também não lhe parece um bom candidato para a sucessão em 2002. "Pela quarta vez?", perguntou Brizola. "Não faz esperança, eu não vejo nenhuma perspectiva, mas se não sobrar ninguém na reta final, aí eu apóio."

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