Brasília- O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, classificou ontem como ''revolução no Judiciário'' a ampliação do acesso à Justiça Federal aos cidadãos de 3,2 mil municípios brasileiros. Bastos participou, juntamente com os ministros das Comunicações, Hélio Costa, e Edson Vidigal, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da assinatura do convênio que permitirá o ajuizamento da ação nos juizados especiais federais de forma virtual, em postos de atendimento do Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac).
Segundo Bastos, essa ''revolução'' se dá em três níveis, no constitucional, no infraconstitucional e na gestão. Para ele, a possibilidade de acesso eletrônico faz com ''diminui a grande carência e a grande exclusão que é a impossibilidade das pessoas irem ao Judiciário''.
Thomaz Bastos lembrou a recente experiência desse modelo na cidade de Francisco Morato, em São Paulo, em parceria com a Justiça Federal, como exemplo do sucesso da iniciativa. ''Agora estamos fazendo essa de mais largo âmbito'', observou, avaliando que não se trata de uma única media. ''São muitas medidas e das mais variadas naturezas que vão construir aquele poder judiciário dos nossos sonhos: rápido, acessível e perto do povo''.
Na avaliação do ministro da Justiça, essa nova realidade de inclusão digital e social tem ampla abrangência: ''Isso influi na diminuição da violência, no combate ao crime organizado, que necessita de um poder judiciário rápido e de resposta pronta, na diminuição dos juros na medida em que os processos civis começam a correr mais rapidamente, e assim, se diminui o custo da demora da execução judicial''.
Para Bastos, com a assinatura do convênio, o governo conseguiu por na agenda uma idéia que há 12 anos ''se arrastava no Congresso Nacional''. Para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o convênio simboliza uma parceria histórica entre o STJ e os ministérios das Comunicações e da Justiça. Na visão do ministro, o Gesac é um ponto de apoio importantíssimo de inserção eletrônica.

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