Pará aumenta produção industrial de ouro e mineração de garimpo cai
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domingo, 11 de julho de 1999
Por Carlos Mendes (especial para AE) 
Belém, 12 (AE) - Pela primeira vez nos últimos 12 anos, a produção industrial de ouro no Pará superou a mineração garimpeira. Das 14,9 toneladas de ouro produzidas ano passado, somente 3,3 toneladas foram extraídas pela lavra manual nos 550 garimpos do estado. Segundo o geólogo João Bosco Braga, da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração do Pará (Seicom), a decadência na produção pelo método tradicional começou nos últimos cinco anos.
Ele disse que os garimpeiros, durante certo tempo, chegaram a produzir 17 das 20 toneladas anuais que saíam dos garimpos paraenses, principalmente no sul do estado e na região de Itaituba, no oeste. Ainda assim, o Pará continua como o segundo maior produtor de ouro do País, só perdendo para Minas Gerais.
O secretário da Seicom, Aloísio Augusto Chaves, observa que o fim da lavra manual no garimpo de Serra Pelada contribuiu para mudar o perfil da atividade garimpeira no estado. Os números do Sumário Mineral de 1998, um documento que será divulgado pela Seicom somente em agosto próximo, revelam que houve um aumento de 300% na produção industrial de ouro em comparação com a lavra manual.
Segundo Chaves, o Pará teve em 98 um incremento médio de 8,6% em sua produção mineral, sobretudo de ferro, caulim e manganês. Em contrapartida, ocorreu um decréscimo de 10,6% nos produtos minerais transformados. "Isso aconteceu devido à queda na produção de alumínio, silício metálico e ferro-gusa".
Dos quase 20 municípios que produzem minerais no estado dois são responsáveis pelo maior volume de produção e tributos: Parauapebas, que produz ferro, ouro e manganês, e Oriximiná, de onde é extraída a bauxita metalúrgica. Os dois municípios, juntos, produzem 70% dos impostos recolhidos pela Secretaria Estadual de Fazenda.


