Para associações, proposta de FHC é discriminatória
A Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes) e a Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) criticaram o programa de incentivo à graduação. Professores, técnicos e pessoal administrativo das universidades estão há três anos reivindicando reajuste salarial junto com os servidores públicos federais e não conseguiram nada, disse Cristina de Morais, presidente da Andes.
Isso não é reajuste, é uma proposta discriminatória, que não inclui aposentados, não beneficia técnicos nem pessoal administrativo, não beneficia professor que não tem título nem especialização e, mesmo entre os que têm, não contempla a todos, disse.
A medida seria debatida ontem à noite no congresso da entidade, em Porto Alegre. Também seriam discutidas ações contra o programa. O reitor Tomaz Aroldo da Mota, presidente da Andifes, ficou surpreso com o programa. Não tinha conhecimento de nada, não foi discutido com a gente.
Ele disse que a entidade precisa analisar melhor a medida, mas afirmou que, a princípio, ela soluciona apenas uma parte dos problemas relativos a professores.
Embora as bolsas representem uma iniciativa importante, são insuficientes para resolver a pressão salarial porque não alcançam todos os professores nem o pessoal técnico e administrativo. O reitor da Universidade Federal de São Carlos, José Rubens Rebelatto, disse que, além disso, a distribuição das bolsas será um problema interno. Em sua instituição, 94% dos professores são mestres ou doutores. Nem todos poderão ter bolsa, vai ser problemático escolher quem poderá ganhar ou não.





