Com base no laudo do Instituto Médico-Legal (IML), divulgado no início da tarde de ontem, o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, ofereceu uma recompensa de R$ 10 mil a quem der informações sobre o assassino do menino Gabriel Barros dos Santos, de 6 anos. De acordo com a polícia, o tiro que atingiu a criança foi disparado por traficantes do morro de São Carlos.
O laudo do IML revela que o disparo foi feito de uma pistola, cujo calibre ainda está sendo avaliado, de cima para baixo, e a uma distância de aproximadamente 30 centímetros. Pelo resultado, está descartada a hipótese, segundo a secretaria, de o tiro ter partido do posto de policiamento atrás do complexo penitenciário Frei Caneca, vizinho ao morro.
Ainda conforme informações da Secretaria de Segurança, os seis policiais militares que estavam no posto no momento em que o menino foi baleado portavam oito fuzis e seis revólveres. A guarita fica a cerca de 40 metros abaixo do local onde a criança foi atingida, próximo a uma quadra de futebol. ‘‘Não havia nenhuma pistola com os policiais. Além disso, o tiro foi dado praticamente à queima-roupa, não poderia ter sido disparado por eles. A bala partiu dos traficantes do morro’’, afirmou o coronel Lenine de Freitas, subsecretário estadual de Segurança.
Anteontem, os dois sargentos e quatro soldados que estavam no posto foram levados para prestar depoimento e tiveram as armas apreendidas para perícia. De acordo com o subsecretário, eles voltarão a trabalhar normalmente em seus turnos. ‘‘Se houvesse algum indício de culpa, eles certamente seriam presos’’, completou.

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