Para Argentina, conflito na Colômbia pode aumentar.
Buenos Aires, 26 (AE-ANSA) - O governo da Argentina declarou-se hoje (26) a favor de uma "solidariedade prática" com Bogotá, às vésperas da chegada a Buenos Aires do chefe antidrogas americano, Barry McCaffrey, que pretende formar uma frente regional contra o que considera uma "narcoguerrilha" na Colômbia.
A crise colombiana adquiriu características de "implosão do Estado, com a intensificação do conflito interno pelo incremento da violência", disse hoje o porta-voz governamental, Jorge Castro, depois de uma reunião de gabinete com o presidente Carlos Menem.
Castro prognosticou, inclusive, que o conflito colombiano "possivelmente se acentue nas próximas semanas".
McCaffrey, que hoje estava em visita ao Peru, depois de ter passado por Brasil e Bolívia, concluirá seu giro latino-americano amanhã na Argentina, um próximo aliado dos Estados Unidos durante os dez anos de governo de Menem (que serão concluídos em dezembro).
O objetivo declarado da visita de McCaffrey é o de "fortalecer a cooperação bilateral e regional na luta contra as drogas", mas a questão colombiana tem permanecido no centro de suas reuniões políticas durante a viagem.
Há algumas semanas, Menem havia oferecido "toda a ajuda necessária, inclusive militar", para resolver a crise na Colômbia, mas, em seguida, esclareceu que ele dependeria sempre de um pedido de seu colega Andrés Pastrana, como exigiu o Brasil.
Em sua curta visita a Buenos Aires, McCaffrey se reunirá amanhã com Menem, com seu secretário antidrogas, Eduardo Amadeo, e com os candidatos presidenciais do oficialismo, Eduardo Duhalde, e da Aliança opositora, Fernando De la Rúa.





