Paquistão pede à guerrilha para ajudar a resolver crise
Islamabad, 09 (AE-AP) - O Paquistão pediu hoje (09) às guerrilhas islâmicas - que combatem os soldados da Índia no território indiano de Jammu-Caxemira - que contribuissem para resolver o conflito que já dura dois meses.
Não houve resposta imediata da aliança de 15 grupos muçulmanos separatistas, mas as duas guerrilhas mais poderosas, a Lashkar-i- Taiba e a Harakatul Mujahedin, já rejeitaram o pedido e indicaram que seus homens não deixarão suas posições no território indiano.
Uma comissão formada pelo primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, e por altos funcionários governamentais e militares reuniu- se ontem com dirigentes de 11 grupos separatistas para debater a possibilidade de uma retirada da área invadida.
O Paquistão tem sofrido intensa pressão internacional para retirar os combatentes muçulmanos das regiões indianas e, no domingo, Sharif havia acertado com o presidente Bill Clinton um acordo, segundo o qual ele tomaria "passos concretos" para que a linha de controle - que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão - fosse respeitada.
A Índia assegura que entre os guerrilheiros estão soldados regulares paquistaneses, mas Islamabad insiste que na Caxemira há apenas combatentes locais que lutam pela liberdade do território.
Após semanas de intensos combates, a Índia expulsou hoje um grande números de rebeldes de picos estratégicos do norte da Caxemira. Foi a primeira vez que os soldados indianos conseguiram chegar à linha de controle. O comandante da região de Batalik disse que 120 rebeldes e 44 soldados indianos foram mortos nas batalhas no Vale de Muskhok.





