Paquistão nega venda de material nuclear
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de dezembro de 2002
France Presse 
Islamabad - O Paquistão classificou ontem de ''ridículos'' os recentes relatórios da Coréia do Sul afirmando que a Coréia do Norte importou do Paquistão, em segredo, equipamento nuclear em 1998, escondendo-o no caixão da mulher de um diplomata norte-coreano assassinada em Islamabad.
O jornal japonês Mainichi Shimbun informou domingo que uma centrífuga de gás, usada para enriquecer urânio e produzir armas nucleares, foi transportada num vôo especial de Islamabad para a Coréia do Norte.
''Não poderia ser mais rídiculo. É um informe sem nenhum fundamento e o rejeitamos completamente. Para transportar uma centrífuga, seria necessário um contêiner, não um caixão'', disse em entrevista coletiva o porta-voz do chanceler Aziz Ahmed Khan.
A acusação da Coréia do Sul aconteceu depois da publicação pelo ''The New York Times'', em novembro, de uma matéria sobre o fornecimento, pelo Paquistão, de desenhos de centrífugas de gás e maquinaria para projetos nucleares para a Coréia do Norte.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou no dia 25 de novembro que havia desmascarado Musharraf: ''Acreditamos que qualquer contato entre Paquistão e Coréia do Norte é impróprio e terá consequências''.
A Coréia do Norte anunciou recentemente que está reativando uma usina nuclear de plutônio.
Khan também rejeitou as afirmações de que outros países exercem pressão sobre Islamabad para frear seu programa nuclear.
''Essas pressões sobre o Paquistão não existem. Acredito e todos os países acreditam que a estrutura paquistanesa de comando e controle e o programa nuclear do Paquistão estão em mãos totalmente seguras'', disse, acrescentando que o registro de segurança dos reatores nucleares de seu país era ''impecável''.


