Papa reza missa em monumento do Holocausto
Varsóvia, 11 (AE-AP) - O papa João Paulo II rezou hoje (11) no local onde foi erguido o monumento de Umschlagplatz, dedicado às vítimas do Holocausto. No local, cerca de 400 mil judeus poloneses do gueto de Varsóvia foram deportados pelos alemães para campos de concentração.
Na presença de representantes da comunidade judaica da Polônia, o papa leu uma oração que escrevera especialmente para o Dia do Judaísmo na Igreja Católica, lida pela primeira vez em 17 de janeiro.
Horas antes, o rabino polonês Menajem Pinchas levantou uma polêmica solicitando a retirada de uma grande cruz levantada em Auschwitz em recordação à missa que João Paulo celebrou no antigo campo de concentração, em sua visita à Polônia de 1979. Segundo o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, a questão da cruz deve ser resolvida pela igreja católica polonesa.
Em seu solene e histórico discurso no Parlamento polonês, em Varsóvia, o papa sublinou que "já passou o comunismo opressivo graças à rebelião pacífica dos trabalhadores do Solidariedade".
O papa destacou que dez anos depois da queda do Muro de Berlim foram esquecidas na Europa as "barreiras ideológicas" e voltou a pedir que o continente não se reduza a seus aspectos econômicos e políticos, e se converta em uma grande "comunidade européia do espírito".
Também hoje, luteranos e católicos romanos anunciaram ter posto fim à uma polêmica sobre a doutrina religiosa. A ratificação de uma Declaração sobre a Doutrina da Justificação será em outubro.





