O Papa Francisco nomeou 20 novos cardeais neste domingo, 4, selecionados de 14 países, incluindo de Tonga, Nova Zelândia, Cabo Verde e Birmânia. Quinze deles podem entrar no conclave para escolher o sucessor de Francisco.

Há também cardeais naturais da Etiópia, Tailândia e Vietnã. Há ainda um da Sicília, onde a Igreja tem estimulado, nas décadas recentes, a rejeição pública à Máfia. Ao se referir ao Vaticano, Francisco disse que os homens da Igreja vêm de "todos os continentes" e "mostram a amarra permanente da igreja de Roma às igrejas no mundo". As recentes nomeações refletem a tentativa do papa de diversificar a composição da igreja.

É a segunda vez que o papa usou o nomeação de cardeais para colocar sua marca na Igreja. Com isso, acredita-se que aumentam as chances de o próximo pontífice não ser um europeu, a exemplo de Francisco, nascido na Argentina.

Falando de uma janela do Vaticano a uma multidão na Praça de São Pedro, o Papa fez outro anúncio. Ele disse que nos dias 12 e 13 de fevereiro, vai liderar um encontro com todos os cardeais para "refletir sobre as orientações e propostas para a reforma da Cúria Romana", organismo administrativo da Igreja Católica. Francisco tem lutado contra a corrupção, a ineficiência e outros problemas na Cúria.

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