O maior país católico do mundo ainda não tem um santo reconhecido oficialmente pela Igreja. Mas o Papa João Paulo II, recordista em canonizações - ele já elevou 273 pessoas à condição de santos - tem em suas mãos pelo menos 25 processos referentes a investigações que vêm sendo feitas pela Congregação para a Causa dos Santos, do Vaticano. E é grande a expectativa dos católicos com relação à próxima visita do Papa ao País, em outubro deste ano, pois acredita-se que, finalmente, ele possa anunciar o reconhecimento do primeiro santo brasileiro.
Depois de beatificar o padre jesuíta espanhol José de Anchieta, fundador de São Paulo, e a madre italiana Paulina do Coração Agonizante de Jesus (1865-1942) - criadora da Ordem das Irmãzinhas da Imaculada Conceição - o papa estuda os milagres atribuídos ao padre brasileiro José Antônio Maria de Ibiapina. Tanto madre Paulina quanto o padre Ibiapina foram precursores da opção preferencial pelos pobres.
A beatificação do padre Ibiapina foi pedida pelo bispo Dom Marcelo Carvalheira, de João Pessoa. A Regional Nordeste II, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, abriu o processo, com mais de 50 páginas, e contém vários livros e mais de 50 documentos históricos. Ibiapina foi advogado, juiz e vigário-geral (no tempo do Império). Abriu 22 casas de caridade e alguns hospitais para indigentes. Um dos escritos do padre anexados aos processos é este: ‘‘A verdadeira oração é a que se faz com as mãos’’.

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