São Paulo - O papa Bento XVI foi recebido ontem por cerca de 40 mil pessoas no estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo. Todos esperavam pela chegada do sumo pontífice, que participa de um encontro com a juventude católica. A chegada do papa foi saudada com muita música e por palavras de ordem como ''viva o papa'' e ''papa eu te amo''.
Após chegar ao estádio, Bento XVI foi recebido por várias autoridades religiosas. O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, por exemplo, foi um dos que abriram o encontro do papa com saudações.
''Meritíssimo papa Bento XVI, bem vindo à cidade de São Paulo e ao Brasil. Bendito aquele que vem em nome do Senhor. Nossa arquidiocese de São Paulo está muito feliz e agradecida por receber a visita do sucessor de São Pedro'', disse D. Odilo.
O arcebispo ressaltou ainda a importância do encontro do papa com os jovens.
''É significativo que o primeiro encontro de vossa santidade com a Igreja (Católica) do Brasil e da América Latina durante essa viagem apostólica seja justamente com o rosto jovem do povo brasileiro e latino-americano. Estes jovens vieram de todo o Brasil e alguns também de outros países da América Latina, muitos deles viajaram dezenas de horas para chegar aqui e manifestar o seu carinho, entusiasmo e esperança.''
Vários grupos, cantores, artistas e religiosos se apresentaram durante o evento. Os jovens que participam do encontro no estádio foram credenciados por 204 dioceses do Brasil e de outros países, como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru, Honduras, México.
Pela estimativa da Polícia Militar, cerca de 100 mil acompanham o encontro do lado de fora do estádio.
EcumenismoBento XVI conversou ontem durante 20 minutos com membros de outras religiões de denominações cristãs, renovando seu compromisso ecumênico durante a reunião, no mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde se hospeda.
''Foi um encontro fraterno, falamos do compromisso das religiões pela paz e pela ética. Não foi aprofundada nenhuma questão específica, renovamos apenas o compromisso ecumênico'', disse o representante da Igreja luterana, Walter Altman, ao término do evento.
''Mantivemos uma boa conversao sobre o interesse de trabalhar pelo bem-estar da humanidade e pela paz'', afirmou o xeque muçulmano Armando Hussein Saleh, que entregou ao Papa um roupão (chal), ''símbolo religioso do monoteísmo abraâmico''.
''Queremos reafirmar a estima por outras religiões através do diálogo'', disse antes do encontro o sacerdote Marcial Maçaneiro, assessor da Conferência Nacional de Obispos de Brasil (CNBB) para o Diálogo Ecumênico Internacional.
O rabino Henri Sobel agradeceu ao pontífice pelo trabalho realizado de reaproximação de católicos e judeus quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, sob o pontificado de João Paulo II. Também pediu para benzer o Papa e depois para ser bento por ele, e o pontífice aceitou, afirmou.
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