Papa diz que religião é direito humano fundamental
Nova Délhi, 07 (AE-AP) - Frente a críticas ao trabalho dos missionários católicos na Índia, o papa João Paulo II declarou neste domingo (07) que a liberdade de praticar ou mudar a religião deve ser considerada um direito humano fundamental.
Hoje, o Papa celebrou missa campal em um estádio e em seguida participou de um encontro com representantes de outras religiões
que qualificou como um indício a mais de que os católicos buscam um diálogo com outras confissões.
"Nenhum estado ou grupo tem o direito de controlar direta ou indiretamente as convicções religiosas de uma pessoa, em particular a consciência livre de cada um", disse o papa durante essa reunião.
João Paulo II foi saudado carinhosamente por líderes religiosos, em vários idiomas. Entretanto, sua visita foi precedida por semanas de protestos de hindus radicais, que acusam a Igreja Católica de atrair sobretudo pobres e analfabetos para convertê-los ao cristianismo.
O papa disse hoje esperar "que o próximo século seja uma época de um frutífero diáologo que leve a uma nova relação de compreensão, solidariedade e tolerância entre todas as religiões".
Coincidentemente, os hindus celebram hoje o Festival das Luzes (Diwali), com motivo da vitória do deus Rama sobre o demônio Ravana, da mitologia hindu. Nesta ocasião, realizam reuniões familiares e frequentemente acendem fogos artificiais e velas especiais.
Durante a cerimônia, o papa ainda destacou que muita gente estava celebrando o Festival e que se alegrava por eles.
João Paulo II falou desde um altar onde havia um retrato da Madre Teresa de Calcutá, conhecida pelo seu trabalho entre os pobres das Índia. Ainda hoje, o Vaticano anunciou que João Paulo II contribuiu com US$ 300 mil para as vítimas do ciclone ocorrido recentemente no leste da Índia.





