SOPOT, Polônia, 05 (AE-AP) - Mais de 1 milhão de fiéis foram ao balneário de Sopot, no litoral da Polônia, para assistir à missa celebrada pelo papa neste sábado (05). Essa foi a primeira atividade de João Paulo II logo depois de desembarcar no aeroporto de Gdansk.
O papa João Paulo II iniciou hoje a primeira etapa da viagem de 13 dias à Polônia pela cidade portuária que simboliza os movimentos sociais por liberdade na década de 80, liderados pelo sindicato Solidariedade.
"Foi aqui que se fizeram ouvir a voz das consciências que pediam respeito à dignidade humana, especialmente dos trabalhadores que reclamavam por liberdade, justiça e solidariedade entre os homens", disse João Paulo II com voz firme.
O presidente polonês Aleksander Kwasniewski e a cúpula da Igreja Católica daquele país receberam o papa à saída do avião. Aproximadamente mil pessoas esperavam por João Paulo II no aeroporto de Gdansk. Essa é a sétima viagem à Polônia desde 1978
quando Karol Wojtila foi escolhido o chefe da Igreja Católica. "Começo minha peregrinação no litoral do Báltico, em Gdansk, onde ocorreram grandes acontecimenos da história do nosso povo"
declarou emocionado o papa.
Em agosto de 1980 os trabalhadores do porto de Gdansk lideraram greves que permitiram a criação do primeiro sindicato livre dos países comunistas, o Solidariedade. Presidido por Lech Walesa, o sindicato liderou o movimento de oposção que derrubou o comunismo na Polônia, há dez anos.
João Paulo II elogiou o progresso econômico do país desde que foi adotado o livre mercado. Mas, pediu que "o desenvolvimento material caminhe de mãos dadas com o desenvolvimento espiritual".
Na Polônia capitalista, o patrocínio se tornou prática comum. A Igreja Católica ofereceu uma audiência privada com o papa a executivos, dando oportunidade de veicular suas marcas no material de divulgação da viagem.
Atualmente, 96% dos quase 40 milhões de habitantes da Polônia são católicos e metade desses é praticante.

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