São Paulo, 11 (AE) - O presidente do Grupo Pão de Açúcar
Abílio Diniz, disse hoje que, a partir da parceria com o grupo francês Cassino, a empresa está desenvolvendo uma política de lançamento de marcas próprias. Segundo ele, a rede francesa é uma das melhores do mundo do trabalho com marcas próprias e tem muito a ensinar para o Pão de Açúcar.
A cadeia de supermercados, voltada para o mesmo segmento em que atua o Barateiro no Brasil, tem 50% de seu faturamento vindo de marcas próprias. O Pão de Açúcar, ao contrário, tem uma parcela de vendas quase inexpressiva com marcas próprias.
Ao falar para um grupo de 40 investidores e jornalistas estrangeiros no auditório da empresa, nesse final da tarde, Diniz disse que o Pão de Açúcar e o Cassino pretendem ter negócios conjuntos no Mercosul e na Península Ibérica.
Sem detalhar quais seriam esses negócios, o empresário informou que ainda neste ano fará uma viagem à Argentina e ao Uruguai, acompanhado do presidente do Conselho de Administração do Grupo Cassino, Christian Couvreux. Diniz disse que não poderia detalhar o investimento conjunto porque os dois grupos têm uma parceria muito recente e estão ainda se conhecendo.
Hoje, um grupo de 16 funcionários do Pão de Açucar retornou ao Brasil após uma viagem pela França e Polônia para conhecer as lojas do grupo. Outros três funcionários estiveram na Colômbia na semana passada. No final do mês, será a vez dos franceses virem ao Brasil para conhecer as lojas do Pão de Açúcar.
Durante a exposição, Diniz admitiu que a modernização das suas lojas se deve muito à chegada do grupo Carrefour ao País, há duas décadas. "Nós começamos copiando o Carrefour, mas agora são eles que nos copiam", disse.
Na última batalha de preços entre as duas redes de supermercados, o Pão de Açúcar teria conseguido um aumento de 13 55% de suas vendas contra o Carrefour, que comemorava seu aniversário no Brasil. Nos primeiros 10 dias de outubro, com o lançamento da campanha de venda dos bonecos "Pãozinho" e "Suquinha", em homenagem ao Dia da Criança, a rede teve um aumento de 5,6% no ticket médio de venda em suas lojas. A expectativa para o Dia das Crianças é de um crescimento de 25% nas vendas de brinquedos.
Preços - Segundo Diniz, até agora nenhum de seus fornecedores falou em aumento de preços em função do aumento da carga tributária advindo com o pacote de medidas anunciado pelo governo na semana passada. "O mercado está muito fraco e o consumidor, sem dinheiro. Não podemos aumentar preços", afirmou Diniz, dizendo que as empresas devem tentar administrar o aumento dos impostos sem repassar para os preços de seus produtos.

mockup