São Paulo, 23 (AE) - O Grupo Pão de Açúcar assumiu e fechou hoje as lojas do Mappin na Praça Ramos e no Itaim, em São Paulo, para fazer reformas e reabri-las antes do final do ano com o nome de Extra Mappin. O grupo trouxe técnicos estrangeiros para redesenhar as duas lojas.
O superintendente do Mappin-Mesbla, José Paulo Amaral, explicou que as mercadorias foram levadas para as outras lojas que continuam operando, vendendo produtos que recebem de fornecedores sob consignação. "São 30 fornecedores que estao entregando seus produtos para o Mappin-Mesbla e recebem no dia seguinte, em dinheiro, o que foi vendido", explicou.
Amaral fez questão de ressaltar que o Pão de Açúcar "não comprou ou alienou" nada do Mappin. "O Pão de Açúcar arrendou equipamentos do Mappin, nada mais do que isto."
Ele relatou que o primeiro arrendamento de lojas do Mappin aconteceu em Belém, com a organização local Y. Yamada assumindo uma loja da rede, em processo idêntico ao que está ocorrendo em São Paulo. Foram preservados 200 empregos.
"Em São Paulo estão sendo preservados mil empregos, contando-se o número de pessoas que trabalhavam aqui no centro e no Itaim", informou. "O importante é que estas pessoas continuarão trabalhando nas duas lojas, e seus encargos trabalhistas, que estavam atrasados, foram colocados em dia."
O executivo salientou ainda que está em busca de acordos semelhantes para as outras lojas Mappin-Mesbla. "Há vários interessados em fazer o arrendamento. Estamos estudando. Queria estar com isso concluído agora, mas sao negociações demoradas. Além de tudo, é bom explicar que estamos arredando equipamentos."
Gradiente - O Grupo Pão de Açúcar garantiu hoje que não há nenhum processo de alienação ou mesmo aluguel no contrato com o Mappin e que, por isso, o protesto feito perante à Justiça pelo Grupo Gradiente, não o atinge. O protesto do Grupo Gradiente diz respeito à possível alienação do patrimônio do Mappin, o que impediria um eventual ressarcimento aos credores.
Entre os credores do Mappin-Mesbla já há alguns rastreando no âmbito jurídico formas de implicar o empresário Ricardo Mansur como também responsável pela situação das duas redes. Querem que parte de seus bens também seja bloqueada para ressarcimento.

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