O Pantanal vai receber o título de patrimônio da humanidade, na Austrália, entre os dias 1º e 2 de dezembro. O anúncio foi feito ontem, em Cuiabá, pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein, durante lançamento do programa Pacto Pela Paz em Mato Grosso.
A área do Pantanal ocupa 210 quilômetros quadrados. Nela caberiam, juntos, um Portugal, uma Suíça, uma Holanda e uma Bélgica. O ecossistema, que se destaca pela pujança da fauna, cobre parte dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, da Bolívia e do Paraguai.
A maior planície alagada do Planeta funciona como uma esponja no centro do continente, absorvendo águas do degelo da Cordilheira dos Andes e das chuvas no Planalto Central brasileiro. Só metade de toda a água é escoada pelos rios. ‘‘O título de patrimônio da humanidade é importante para Mato Grosso’’, disse Jorge Werthein. ‘‘Mas as nossas responsabilidades vão aumentar.’’
Apesar do reconhecimento da Unesco, denunciam ambientalistas, o Pantanal enfrenta graves problemas com os garimpos clandestinos, uso incorreto de agrotóxicos, poluição dos rios e saneamento básico em 56 cidades nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) investirá ainda este ano US$ 400 milhões nos dois Estados em obras de infra-estrutura, saneamento básico, unidades de conservação e atividades econômicas. O programa denominado BID Pantanal visa diminuir os impactos ambientais provocados na região.

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