Londrina - Há exatos 22 anos, em 6 de agosto de 1989, a jovem Fernanda Estruzani foi assassinada pelo ex-marido, Marcos Campinha Panissa, com 72 golpes de uma faca de mergulho no prédio onde morava, no Centro de Londrina. O crime que chocou o País no final da década de 80 foi solucionado com rapidez: réu confesso do assassinato, Panissa - com quem Fernanda esteve casada por dois anos e gerou uma filha - foi julgado e condenado a 20 anos e seis meses de detenção em outubro de 1991.

O que ocorreu nas duas décadas seguintes, entretanto, foi uma sucessão de recursos e anulações, mas nenhuma passagem de Panissa pelo presídio. Com mandado de prisão preventiva renovado em 2008, quando foi julgado à revelia (o acusado não estava presente), ele é, hoje, considerado foragido da Justiça.

''Há quem diga que ele tenha feito cirurgia plástica para alterar a aparência, viva com documentos falsos em São Paulo... Hoje em dia é possível até mesmo modificar as digitais. Mas não sabemos o que é mito ou realidade'', afirma a promotora Susana Lacerda, que atualmente responde pela Vara de Violência Doméstica e Crimes contra a Criança e o Adolescente, mas acompanhou o caso nos últimos 15 anos. Saiba mais sobre o caso que chocou o país e incluiu até a participação da Interpol, nos Estados Unidos, na reportagem de Carolina Avansini.


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