Panfletagem marca Dia de Luta Antimanicomial
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de maio de 2003
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Integrantes da Associação Londrinense de Sáude Mental distribuíram ontem à tarde no Zerão diversos panfletos com o objetivo de levar maior conscientização sobre a luta antimanicomial. O ato público, no Dia Nacional da Luta Antimanicomial, marcou o encerramento da 7 Semana da Luta Antimanicomial.
Com o vigor da Lei 10.216/2001, depois de 12 anos em tramitação no Congresso, definiu-se medidas mais humanizadas para os tratamentos psiquiátricos, proibindo a internação. Mas, na avaliação da presidente da Associação Londrinense de Saúde Mental, Fábia Helena de Almeida, são necessárias medidas para tornar viável a sua prática plena, principalmente nos casos de internação involuntária. ''É preciso montar uma comissão de representantes do Ministério Público para avaliar cada caso. E quando se comprova que a internação foi desnecessária, o paciente deve receber alta imediata'', defendeu. O promotor de Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, e a vereadora Márcia Lopes (PT), que participaram do evento, comprometeram-se a avaliar a reivindicação.
Em Londrina, o atendimento é feito no Centro de Atenção Psicosocial (Caps) Conviver que oferece atendimento/dia, médico, psicológico, social, além de oficinas terapêuticas. Esse atendimento é insuficiente. O ideal é que fossem viabilizados cinco Caps.


