Foz do Iguaçu - A prova de fogo para testar a eficiência do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) se dará durante a preparação e realização do Pan-americano 2007, no Rio de Janeiro. Essa é a expectativa do secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, que participou da 5 Conferência Executiva de Segurança Pública para América do Sul da Associação Internacional de Chefes de Polícia (IACP), realizada esta semana em Foz do Iguaçu.
Corrêa explicou que pelo menos três frentes de atuação propostas no Susp poderão ser empregadas no Pan. A principal é o uso do efetivo da chamada Força Nacional de Segurança Pública, que é composta por policiais militares e bombeiros de todos os estados e do Distrito Federal. A criação dessa força, esclareceu o secretário, teve o objetivo de fixar uma ''doutrina nacional'' para as polícias militares estaduais, padronizando procedimentos e equipamentos no policiamento ostensivo, ação tática e controle de distúrbios civis.
De acordo com secretário, as ações conjuntas desse efetivo, devidamente capacitado, devem substituir o ''uso indevido'' das forças armadas. Para Corrêa, o emprego do Exército em situações de crise passa uma sensação de desconforto e de que as polícias não tiveram competência para administrar aquela situação.
Até agora, 2.940 policiais foram treinados e, até dezembro, outros 1.750 serão capacitados. A intenção é atingir um efetivo de 10 mil policiais até o final de 2006. ''Não estamos criando uma polícia paralela'', destacou Corrêa.

mockup