PAM é centro de referência
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Fernando Rocha Faro<BR> Reportagem Local 
Londrina - O Pronto Atendimento Municipal (PAM), localizado na Área Central, foi escolhido como centro de referência da Gripe A na cidade. A decisão foi tomada ontem na primeira reunião do comitê gestor da doença, integrado por autoridades da saúde do município e do estado. O espaço servirá como retarguada para atendimento 24 horas e deverá ter a maior resolutividade possível.
A escolha, de acordo com o secretário municipal da Saúde Agajan Der Bedrossian, ocorreu porque o PAM é considerado adequado tanto em termos de equipamentos quanto de profissionais capacitados. Os pacientes com suspeita de gripe, no entanto, devem continuar a procurar a unidade de saúde mais próxima de casa, nas zonas urbana e rural.
No caso de necessidade, será feito o encaminhamento para o centro de referência, onde serão feitos triagem, orientação, coleta de material para análise, início de tratamento, acompanhamento e encaminhamento para internação hospitalar. O secretário acredita que o sistema vai absorver a demanda de outras enfermidades. Os demais pacientes serão redistribuídos pelo sistema. Os prontos-socorros, que vão estar abertos para outras patologias, não deverão ser procurados por pacientes com suspeita de gripe, informou. A próxima reunião do comitê gestor está marcada para terça-feira.
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou, no final da tarde de ontem, que a cidade tem 107 casos sob investigação - 82 estão em isolamento domiciliar e 25 em internação hospitalar (quatro deles em UTI). Londrina registrou até ontem cinco casos de gripe A - quatro pacientes receberam alta e um morreu. Esta morte foi registrada em Curitiba, onde o homem morava e foi contaminado.
Para reforçar o atendimento aos pacientes contaminados pelo vírus H1N1, o secretário estadual da Saúde Gilberto Martin anunciou ontem em Londrina que mais leitos específicos para a doença - 300 gerais e 80 de UTI - serão disponibilizados em hospitais de todo o Estado. Cinquenta kits de respiradores e monitores, já comprados pela secretaria, serão distribuídos.
O secretário destacou ainda que os municípios pequenos estão sendo orientados a manter pelo menos uma unidade de saúde abertas no fim de semana para atender pacientes com quadro gripal. Por outro lado, informou que não há necessidade de medidas de suspensão de atividades coletivas. Por isso, a orientação é que os gestores consultem a Secretaria Estadual a partir de 10 de julho antes de tomar decisões do tipo.
Ele acrescentou 263 pacientes com insuficiência respiratória aguda morreram no estado em julho de 2008. O número, explica, é consequência da taxa de letalidade da gripe comum, que é muito próxima à da gripe A. Os números deste ano ainda não foram fechados, mas quatro mortes em decorrência da contaminação com o vírus H1N1 ocorreram no Paraná.


