Palon prevê lucros altos com a única sopa emagrecedora do mercado
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 13 (AE) - Se, cada vez mais, as gôndolas abrigam alimentos destinados ao emagrecimento, poucos são os que se enquadram na portaria 30 da Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, que regulamenta esses produtos. A Palon Indústria Alimentícia, dona da marca Beauty Form, faz parte deste reduzido número de empresas que preenche todos os requisitos da legislação. Estes alimentos estão garantindo também boa saúde à Palon. A receita prevista para 2000 é de R$ 50 milhões, acréscimo de 50% sobre a anterior. O primeiro lote exportado segue para os Estados Unidos, nesta semana. Investimentos em marketing somam R$ 3,5 milhões.
O que leva o presidente da empresa, Allan Mendonça Palomanes
a pensar em tamanho crescimento não são os desembolsados em marketing. "A fidelidade do consumidor de sopa para emagrecimento, desde que o produto preencha os quesitos da portaria 30, é crescente", afirma. A seu ver, além de perder peso o consumidor consegue mantê-lo e ao mesmo tempo faz uma reeducação alimentar comendo menos e com melhor qualidade", afirma.
Adequados a suprir as necessidades nutricionais, propiciando redução e manutenção de peso, a Palon produz uma gama de outros produtos aprovados pelo Ministério desde junho passado. A "Soup Diet", carro-chefe da empresa, é a única sopa que pode ser considerada emagrecedora no mercado.
Mas não só de sopa vivem os consumidores preocupados com a estética e saúde. Para complementar a linha Beauty Form, a empresa também desenvolveu o Shake Form nas versões chocolate, morango e baunilha. Os potes com 345 gramas custam, em média, R$ 13,00.
Outra estratégia para aumentar os divivendos foi a fabricação de sopas e shakes para terceiros com marcas diferenciadas. A Spar, dieta da Miss Brasil 99, por exemplo, está entre a lista de produtos que a Palon fabrica. A Arcom, uma das maiores atacadistas do país é dona exclusiva da marca Elite Plus, outra sopa emagrecedora produzida pela empresa. Levíssima, Simple Diet e Vitalform também fazem parte da lista.
"A Palon busca novas parcerias no desenvolvimento de outros produtos e novas marcas", avisa Palomanes. Segundo ele, o mercado de sopas emagrecedoras ainda é incipiente no Brasil e com forte tendência de crescimento.
Palomanes tem planos ambiciosos: ampliar seu leque de produtos e explorar novos nichos. "Daqui há dois meses estaremos entrando no segmento de matinais", afirma. Expandir os pontos de vendas também é uma outra estratégia da empresa, que já fechou parceria com a rede de farmácia Drogão. "Os últimos arremates estão sendo feitos com outras grandes redes", afirma.
Novos distribuidores irão implicar em aumento de produção. A Palon, há três anos no mercado, foi a primeira empresa do ramo a lançar um produto para emagrecer, com aprovação da Vigilância Sanitária. Surgiu no mercado com a Bela Soup, que foi consagrada como "Sopa da Adriane Galisteu". A produção atingiu 150 mil/unidades mês.
Para a Soup Diet a meta é bem mais arrojada. A produção que atualmente gira em torno de 30 mil unidades/mês deverá encerrar o semestre com volume próximo a 150 mil potes/mês. "No segundo semestre a produção deverá triplicar", afirma.
A Palon já empacotou o primeiro lote de produtos que segue rumo ao mercado externo. A encomenda veio dos Estados Unidos. Três distribuidores, na Flórida, estão prontos para começar a vender o produto brasileiro. "O embarque leva seis contêineres gerando uma receita da ordem de US$ 1 milhão", conta.
A intenção, explica, é ampliar as exportações ainda neste ano. "Novos mercados já se interessam pelo produto", afirma. A Palon que conta hoje com 23 funcionários já pensa na ampliação quadro. "Novas contratações já estão sendo pensada", diz.
A Portaria número 30, baixada em 13/01/98, traz em seu bojo dezenas de exigências que têm como objetivo fixar a identidade e as características mínimas de qualidade a que devem obedecer os alimentos para controle de peso. A energia contida nos alimentos destinados ao controle de peso, por exemplo, não deve ser inferior a 200 calorias nem exceder a 400 calorias por porção pronta para consumo. Já o consumidor que queira perder peso, substituindo todas as refeições terá que ingerir entre 800 e 1.200 calorias.
Está implícito na portaria, também, que as porções individuais contidas nestes produtos deverão fornecer, aproximadamente, um terço ou um quarto do valor energético total do produto, de acordo com as porções diárias recomendadas, sejam três ou quatro.
Quando se trata de proteínas, a portaria estabelece que, para redução ou manutenção de peso por substituição parcial das refeições ou para ganho de peso por acréscimo às refeições os produtos devem fornecer no mínimo 25% e no máximo 50% do valor energético total destes alimentos, sendo que a quantidade total de proteínas não deve exceder a 125 gramas/dia.
O atendimento ao consumidor é feito pelo telefone 55.84.70.00. Através deste número o cliente poderá fazer pedidos com entregas a domicílio.


