Palmito boliviano é apreendido em RO
Agência Estado
De Brasília
A Polícia Federal apreendeu esta semana, em Guajará-Mirim (RO), cerca de 300 caixas de palmito Beija-Flor, fabricado na Bolívia. O produto pode fazer parte de um grande lote de alimentos que estão sendo contrabandeados na fronteira, sem qualquer certificado de origem ou inspeção sanitária. O palmito estava sendo desembarcado em um porto clandestino por um brasileiro e um boliviano que foram presos.
Segundo o superintendente da PF em Rondônia, Wilson Salles Damázio, o palmito estava em um barco vindo de Guayara-Mérin, na Bolívia, pilotado por Gerson Valverde Icopre, de 18 anos, contratado para fazer o transporte pelo brasileiro João Alves Guerra. A PF avalia que o palmito pode ser apenas um dos produtos que está entrando ilegalmente no País.
Segundo Damázio, a PF está realizando uma operação varredura na região, justamente para evitar a entrada não só de drogas, mas de alimentos de origem desconhecida e por contrabando.
Além de encaminhar o produto para a Receita Federal, Damázio pretende pedir um laudo da Vigilância Sanitária de Rondônia, para saber a procedência e se existem riscos para a saúde do consumidor.
Segundo o delegado, não há nem mesmo qualquer comprovação de fábrica ou das autoridades sanitárias bolivianas, sobre prazos de validade, procedência ou mesmo atestando a qualidade do palmito. Os contrabandistas estão utilizando portos clandestinos justamente por causa da falta de qualquer documento que mostre origem de fabricação, afirma ele.
A apreensão, segundo a PF, totalizou quase cinco mil vidros de palmito, que serão vistoriados na próxima semana pela Vigilância Sanitária. A PF poderá, ainda, fazer uma investigação para saber onde estão sendo distribuídos os alimentos contrabandeados.





