Palestinos pedem mediação dos EUA em negociações com Israel
Jerusalém, 04 (AE-AP) - Depois de qualificar de "cambaleantes" as negociações com Israel, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, disse hoje (04) que havia pedido a ajuda dos Estados Unidos, da Europa e do mundo árabe para conseguir a retomada das conversações.
A reunião de ontem entre Arafat e o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, terminou em profundo desacordo em relação aos territórios da Cisjordânia que deverão ser entregues por Israel aos palestinos. Ao não conseguir um acordo sobre a retirada parcial das tropas israelenses, os dirigentes, ao que parece, não abordaram questões mais explosivas, como, por exemplo, as cláusulas de um tratado final de paz.
Israel e os palestinos têm prazo até 13 de fevereiro para estabelecer um marco nas negociações que sirva de base ao tratado. Depois do encontro de ontem, esse prazo parece pouco realista.
Após sua reunião de hoje com o ministro alemão da Defesa, Rudolf Scharping, na cidade de Gaza, Arafat queixou-se que a reunião com Barak "não deu resultados" e que as negociações estão paralisadas.
À pergunta se ele solicitou ajuda aos Estados Unidos, Arafat respondeu: "Sem dúvida. Pedimos oficialmente a intervenção da Europa, EUA e dos países árabes".
Por sua parte, Barak manifestou confiança que a crise se dissipará. "Estou convencido de que superaremos este obstáculo", disse aos dirigentes de seu partido Um Só Israel. "O interesse de ambas partes é profundo".





