Ramla, 15 (AE-AP) - Manifestantes palestinos apedrejaram tropas israelenses que disparavam gás lacrimogêneo e projéteis de borracha em Ramla, na Cisjordânia. Quatro pessoas, incluindo um cinegrafista, ficaram feridas.
A polícia palestina formou um cordão de isolamento para separar os cerca de 150 manifestantes palestinos e os soldados, no acesso norte do povoado, nas proximidades do assentamento judeu de Beit El.
Os manifestantes queimaram pneus. O grupo desprendeu-se de uma facção maior, de cerca de 700 palestinos, que protestava contra o estancamento do processo de paz no Oriente Médio e para deplorar o 51º aniversário da fundação do Estado de Israel, data denominada por eles como "a catástrofe".
Em Marjayoun, no Líbano, aviões e artilheiros israelenses atacaram o sul do país neste sábado após guerrilheiros do Hezbollah dispararem foguetes e morteiros em posições israelenses na zona ocupada, segundo fontes de segurança libanesas.
O ataque do Hezbollah causou a morte de um miliciano libanês aliado a Israel, informou a rádio Voz do Sul, controlada pela milícia pró-israelense Exército do Sul do Líbano (ESL). Segundo a rádio, um soldado israelense e outros cinco milicianos ficaram feridos.
Enquanto isso, em visita a Damasco, na Síria, o presidente iraniano Mohammad Khatami elogiava o Hezbollah como um "movimento ideológico e humanitário" que tenta libertar o território libanês da ocupação promovida pelo Estado judeu.
Khatami fez as declarações durante reunião com o secretário-geral do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, um dia depois de demonstrar apoio aos palestinos opostos ao processo de paz no Oriente Médio.

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