Palestinos debatem a declaração de independência de 4 de maio
Ramallah, Cisjordânia, 20 (AE-AP) - Num debate acalorado, a legislatura palestina discutiu hoje aquela que é uma das questões mais urgentes do momento: se a Palestina deve ou não declarar-se Estado unilateralmente em maio.
Não se chegou a nenhuma decisão , mas os parlamentares reviram várias moções incluindo a proposta de declaração do Estado palestino em 4 de maio, data que marca o fim do acordo de paz interino com Israel, o qual abriu as portas para uma autonomia palestina limitada.
O líder palestino Yasser Arafat está viajando pela Europa, Oriente Médio, ásia e áfrica em busca de conselhos e garantias de líderes mundiais com relação à proclamação do Estado palestino.
Sofrendo pressão internacional dos líderes que temem que a declaração de 4 de maio, contrária à Israel, possa ruir as chances de paz, oficiais palestinos disseram que estavam considerando datas alternativas tais como 15 de novembro, onze anos depois de Arafat anunciar a independência numa conferência na Argélia.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, candidato à reeleição nas eleições de 17 de maio, disse que Israel poderia responder à uma declaração unilateral anexando grandes áreas da Cisjordânia ainda sob controle israelense, o que certamente levaria a confrontos violentos entre os lados.
A sessão de hoje, na legislatura composta de 88 membros, foi o primeiro debate público sobre o 4 de maio e chega num momento em que os negociadores palestinos estão procurando garantias de apoio dos funcionários do governo dos Estados Unidos em troca de promessas para atrasar a declaração.
Outras garantias desejadas pelos palestinos incluem um comprometimento dos Estados Unidos em conseguir que Israel mantenha seus compromissos de paz e em condenar os assentamentos judeus na Cisjordânia.





