RAMALLAH, Cisjordânia, 30 (AE-AP) - Dirigentes palestinos conclamaram, hoje (30), seu povo a enfrentar uma apressada expansão dos assentamentos judeus empreendida pelo governo saliente, pedindo também ao primeiro-ministro eleito Ehud Barak que se pronuncie contra a atitude da atual administração israelense.
Os palestinos reagiram com ira contra a decisão do ministro da Defesa, Moshe Arens, de agregar 10 quilômetros quadrados ao assentamento de Maale Adumim, a leste de Jerusalém, onde vivem cerca de 25.000 israelenses.
Uma conferência de altos funcionários e negociadores de paz palestinos determinou que na próxima quinta-feira seja o Dia da Indignação, para ser marcado com passeatas por Cisjordânia e Faixa de Gaza e manifestações em diferentes pontos do assentamento.
Barak deseja criar uma coalizão de ampla base, incluindo promotores dos assentamentos, e mostrou cautela em relação ao plano de Arens e às suas intenções a respeito dos assentamentos em terrenos reclamados pelos palestinos.
Os funcionários palestinos reunidos na conferência pediram a Barak, que tem até julho para assumir o governo, para que "rompa seu silêncio" e tome medidas contra as políticas do primeiro-ministro saliente Benjamin Netanyahu.
Durante a conferência realizada em Ramallah, um assistente de Yasser Arafat, Tayeb Abdel Rahim, disse que "devemos traduzir nossa indignação em enfrentamentos no terreno, para deter a construção e expansão dos assentamentos".

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