Enfisema pulmonar é a dilatação anormal dos espaços aéreos perto dos bronquíolos. Ela causa a destruição progressiva dos pulmões, que passam a ter seus alvéolos (cavidades) normais substituídos por bolhas não operantes. O resultado é insuficiência respiratória - as pessoas passam a sentir falta de ar e ter cada vez menos oxigênio no sangue. Inicialmente, o paciente fica ofegante depois de subir escadas, correr, andar rápido... Com o tempo, começa a sentir falta de ar até nos mínimos esforços, como falar, comer, vestir-se e tomar banho.
Frequentemente, o paciente acaba tendo de usar oxigênio 24 horas por dia. O enfisema pulmonar faz parte do que se chama Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que engloba também bronquite crônica. É comum que as duas situações estejam associadas, ora com predomínio de uma, ora com predomínio de outra. O tabagismo é o maior fator de risco para desenvolvimento da DPOC, estando presente em cerca de 85% dos casos. Há outros fatores muito menos importantes, como contato com certos tipos de poluentes ambientais e domésticos. Só em 1% dos pacientes, o enfisema pulmonar decorre de fatores genéticos.

Hélio Romaldini é pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

mockup