Paixão por caminhada, sem exageros
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de setembro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Moradora de Cambé, a boleira Iracema Mitsue Koga da Silva, de 54 anos, treina com uma personal trainer, faz caminhadas, musculação e aos finais de semana faz trekking pelas estradas da região. Também já fez o Caminho de Santiago, na Espanha, o Caminho das Missões, no Rio Grande do Sul, e o Caminho da Luz, na divisa de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Parece muito? Para ela é muito.... pouco, se comparado o ritmo que tinha antes.
Ela conta que sempre gostou de praticar esportes, ''qualquer tipo'', mas que ''de uns 20 anos para cá'', quando os filhos cresceram e começou a sobrar mais tempo, intensificou o ritmo. E fazia natação, uma hora e meia por dia, de segunda à sexta-feira, além das caminhadas.
O ritmo intenso, no entanto, custou a ela, em 1998, o rompimento de um tendão no ombro e uma cirurgia para a correção do problema. ''Na época, o médico me falou que isso aconteceu por causa de excesso de exercícios e falta de alongamento. Acho que ficar na academia até duas horas é normal, mais que isso não'', afirma.
Hoje, ritmo adaptado ao corpo, ela não deixou a paixão de caminhar, mas faz um alongamento rigoroso antes de iniciar qualquer percurso. ''Depois que me machuquei, tive que mudar, e estou fazendo muito alongamento. E ficou melhor ainda com a personal, porque ela monta uma aula específica para o que eu preciso. Caminhar para mim é uma terapia'', completa.


