Brasília, 04 (AE) - O ministro do Orçamento e Gestão, Paulo Paiva, admitiu há pouco que, além das medidas de corte anunciadas ontem (03) na área do funcionalismo, o governo poderá colocar servidores em disponibilidade e até demitir funcionários para alcançar a meta de superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), este ano. Ele fez esta afirmação após a cerimônia de posse do ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Sérgio Cutolo no cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, no Palácio do Planalto. Paiva disse que o objetivo é garantir a estabilidade da moeda e ressaltou que os cortes não deverão atingir projetos prioritários. Sobre o reajuste do salário mínimo, Paiva disse que "esta é uma agonia para o final de abril. "Não estamos discutindo agora." Ele adiantou, no entanto, que, embora o País esteja registrando taxas mais elevadas de inflação, o governo não pretende adotar mecanismos formais de indexação.

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