Brasília, 01 (AE) - Nenhum dos 150 países que comemoraram a passagem do ano 2000 antes do Brasil comunicou problemas relevantes em decorrência do bug. Apenas pequenas falhas operacionais em duas usinas nucleares, segundo a versão oficial do governo japonês, e medidas extraordinárias de cautela adotadas pela Nigéria, pela áfrica do Sul e pelo Paraguai foram registrados, segundo informaram os técnicos do governo brasileiro do Comando Geral de Controle no Ministério da Defesa.
De acordo com o embaixador Sérgio Augusto Florence, assessor da presidência da República, o governo japonês limitou-se a informar que houve falhas no sistema de comunicação de duas usinas nucleares e que as dificuldades já estavam solucionadas. "Eles não explicitaram qual foi o problema e disseram apenas que o sistema foi substituído e a dificuldade sanada", afirmou o embaixador. Florence acrescentou que o sistema de comunicação japonês em energia nuclear "não tem nenhuma relação com o que é usado no Brasil e portanto não projeta a ocorrência de nenhum problema em nosso País".
Na Nigéria, o Banco Central local decidiu, por uma questão de cautela, determinar ao sistema financeiro deste País que não operasse com sistemas informatizados até segunda-feira. O governo sul-africano foi além: decretou feriado bancário no próximo dia 3, depois de ter mantido os bancos daquele País fechados hoje. A justificativa novamente foi se tratar apenas de uma medida cautelar.
O Ministério das Relações Exteriores recebeu informações pela Internet de 108 dos 150 países que passaram pelo bug antes do País, mas fez um monitoramento especial por intermédio de suas embaixadas em dez países: Nova Zelândia, Austrália, Coréia do Sul, Japão, China, Índia, Rússia, Angola, Portugal e Alemanha. De acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa, coronel Pedro Brito, a prioridade foi dada para informações sobre os sistemas de energia dos países. "O setor energético está sendo monitorado passo a passo por dados que nos chegam por satélite, em relação aos demais setores, estamos acompanhando pelos sites oficiais da Internet e pelas embaixadas", afirmou.