Países produtores suspendem negociações na OIC
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quarta-feira, 26 de maio de 1999
Por Beth Cataldo 
Londres, 27 (AE)- As negociações na Organização Internacional do Café (OIC) foram formalmente suspensas ontem por prazo indeterminado e se não houver nenhum fato novo até 30 setembro, a OIC fechará suas portas. A informação foi dada hoje à Agência Estado pelo embaixador brasileiro Rubens Barbosa, que preside a Associação dos Países Produtores de Café (APPC), e foi o representante brasileiro na reunião da OIC em Londres. O embaixador explicou que a decisão de interromper as negociações foi tomada de comum acordo pelos países produtores de café depois de terem fracassado as negociações para o que ele chamou de "revitalização da OIC".
A proposta que foi apresentada pelo governo brasileiro e que não recebeu apoio dos países consumidores tinha quatro pontos básicos. O primeiro previa a criação de um fundo de promoção do café e o segundo ponto sugeria o estabelecimento de condições para que o setor privado fosse membro efetivo da organização. O terceiro era a realização de uma conferência mundial de café e o último a reestruturação do sistema de estatísticas e dados da OIC. Os países consumidores não apoiaram a proposta e isso provocou o esvaziamento das negociações da OIC. "Os países consumidores esvaziaram a reunião e mostraram que não estão dando importância a um acordo", afirmou ele.
O embaixador reiterou que se não houver um novo fato até setembro, quando expira o prazo do atual acordo, a OIC deixará de existir, depois de mais de 30 anos de sua fundação. O embaixador considerou a OIC como entidade superada pelo processo de globalização e pelas características do mercado desregulamentado, o que fez com que a OIC ficasse fora desse contexto. O embaixador afirmou ainda que no dia 6 e 7 de julho, os países produtores serão convidados a participar de reunião onde será discutido o futuro do mercado e dos países produtores de café. A idéia do embaixador é ampliar a reunião, que seria originalmente da APPC, que vai acontecer em julho no Brasil, e reunir o maior números de produtores mundiais.


