Inspirado no modelo em vigor na Comunidade Econômica Européia (CEE), o Mercosul começa a viabilizar a integração dos mercados de trabalho de seus países-membros.
Autoridades do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, e de outros dois países que postulam a entrada no bloco - Chile e Bolívia -, pretendem acabar com o não-reconhecimento mútuo para os diplomas universitários.
Excluindo o brasileiro Paulo Renato Souza (ocupado com as negociações para o fim da greve nas universidades federais), os ministros da Educação destes seis países estiveram reunidos no último dia 19, em Buenos Aires, para dar início à execução do Plano Trienal do Setor Educativo do Mercosul.
De 1998 ao ano 2000, a previsão é que se avance em questões como a regionalização do conteúdo nos estudos de história e geografia no 1º e 2º graus, na adoção do selo Mercosul para cursos de graduação e na regulamentação profissional unificada.
Os diplomas de 1º e 2º graus estrangeiros já são aceitos nos países do Mercosul. Mas, a intenção é que crianças e adolescentes se familiarizem, através da escola, da essência histórica e geográfica das nações vizinhas, tratado num enfoque único.
Para isso, está sendo acertado um intercâmbio prévio nas ocasiões em que forem discutidas alterações nos currículos dentro de cada país.
Outra novidade que pode começar a vigorar já no próximo ano é o credenciamento internacional para cursos superiores no âmbito do Mercosul.
Uma comissão será formada para analisar as condições de infra-estrutura e o conteúdo programático das instituições que solicitarem o selo Mercosul, uma espécie de certificado para todo o bloco.
O certificado vale para os seis países e abre as portas para que os formandos escolham em que país preferem para trabalhar.
Para facilitar o trânsito de mão-de-obra qualificada, o Plano Trienal reinvindicará um cadastro profissional único para os trabalhadores do bloco.
A princípio será relacionada uma lista mínima de carreiras para testar o regime.

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