'Países desenvolvidos têm renda mínima'
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sexta-feira, 05 de agosto de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - A secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Denise Colin, que participou ontem da 9 Conferência Municipal de Assistência Social, defendeu que a política de assistência social do governo federal saiu do patamar de atendimento voluntário e foi transformada em política pública reconhecida pela própria Constituição Federal.
''O objetivo é atender pessoas em situação de vulnerabilidade e risco. Para tanto, elabora-se um conjunto de ações que possam trazer respostas para uma série de debilidades'', explicou.
Denise ressaltou que o Programa ''Brasil Sem Miséria'', implantado pelo governo da presidente Dilma Roussef (PT), segue a mesma linha dos programas desenvolvidos durante o governo Lula. A proposta, segundo ela, é aliar desenvolvimento econômico e social. ''Todos os países desenvolvidos têm um programa de renda mínima. Define-se um valor monetário e o governo reconhece que abaixo dessa situação ninguém vive com dignidade'', argumentou.
Para a secretária, a política de transferência de renda não gera acomodação. ''Grandes economistas já reconhecem que as transferências de renda contribuem para incluir essa parcela da população no mercado produtivo'', falou, acrescentando que quem recebe algum benefício tem prioridade para realizar cursos profissionalizantes.
O objetivo do governo, segundo ela, é implantar políticas de assistência social nos 5.565 municípios brasileiros. Londrina recebeu de janeiro a junho mais de R$ 1 milhão para execução de programas sociais. Nesse mesmo período, o governo federal repassou R$ 8,8 milhões para 12.822 famílias beneficiárias do Bolsa Família na cidade.


