A disputa por água potável pode levar a conflitos mundiais neste século. Para reverter essa previsão os países das três Américas estarão reunidos em setembro, em Foz do Iguaçu, trocando experiências e buscando soluções para a gestão das águas no hemisfério ocidental. Com o objetivo de divulgar o encontro, chamado de 4º Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas, esteve ontem em Londrina o representante do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria de Recursos Hídricos, João Henrique Praciano. Praciano reuniu-se com membros do Consórcio Intermunicipal para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi (Copati), que participarão do evento.
Os conflitos por causa das reservas de água, segundo Praciano, não fazem parte apenas de conjecturas, mas já estão ocorrendo. As Colinas de Golan, na Síria, que foram ocupadas por Israel são um exemplo. ‘‘A região não é apenas ponto estratégico, mas local de fontes de água e degelo’’, explicou Praciano.
Conforme o funcionário do Ministério, durante o encontro serão avaliadas propostas concretas que contribuam para reduzir as disparidades regionais de reservas de água no continente americano. As propostas poderão ser enviadas até o dia 31 de maio por colégios, estudantes de todos os níveis de escolaridade, universitários, pesquisadores e demais interessados. Os autores que quiserem expor pessoalmente os trabalhos deverão comunicar os organizadores pelo menos um mês antes do encontro. Segundo Praciano, todos os trabalhos serão publicados em CD-ROM e nos anais do encontro.
De acordo com Praciano, o evento vai abordar a gestão de águas nas cidades, os recursos hídricos em regiões áridas e semi-áridas, bacias fronteiriças e vulnerabilidade climática. Os objetivos, disse o representante do Ministério do Meio Ambiente, é implementar políticas de recursos hídricos, avaliar os encaminhamentos da Agenda 21, formulada por ocasião da Eco 94. A participação das Américas, ‘‘do norte do Canadá à Patagônia’’, vai estabelecer estratégias de reeducação da sociedade, no sentido de entender que a água é um bem finito.
O presidente do Copati, Reinaldo Ribeirete, que é prefeito de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), disse a o órgão vem desde 95 apoiando as discussões sobre gerenciamento de águas. A participação das prefeituras no debate sobre as bacias hidrográficas, segundo Ribeirete, é fundamental. ‘‘O Copati se propõe a ser o gestor na execução dos planos incrementados pela Agência Nacional de Águas’’, disse o prefeito.
Na opinião do secretário-executivo do Copati, Marcelo Passi Mafra, várias sugestões devem ser apresetnadas no encontro em setembro, mas nada poderá ser feito sem a conscientização da sociedade. ‘‘O uso da água de forma racional reduz os risco de desabastecimento no futuro’’, destaca Mafra.
Até agora 184 trabalhos foram inscritos para o debate. Os interessados podem consultar o site do evento, no endereço www.ivdialogo.com. Maiores informações podem ser obtidas pelo fone 0(xx)11-3104.6412.

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