O governo vai discutir com os estados a realização de uma operação nacional de desarmamento. O ministro da Justiça, Iris Rezende, vai se reunir com os secretários de Justiça e de Segurança Pública para discutir formas de combate à violência no País. Ontem, Rezende relançou a campanha nacional de combate às armas, criada há três anos pela jornalista Regina Lemos, que morreu em novembro de 1996, no acidente com o jato da TAM.
O Ministério da Justiça ainda não tem nenhum planejamento sobre a operação desarmamento, mas hoje o assunto já deverá ser discutido entre os secretários estaduais, que participam de um encontro em Brasília. O ministro Iris Rezende participará como convidado. No entanto, a política de segurança pública só deverá ser colocada em pauta em uma nova reunião, que ainda será marcada.
O governo pretende que os estados utilizem mais os Conselhos Regionais de Segurança Pública para definir uma forma de atuação conjunta na redução da violência no País. Alguns estados, como o Amazonas, ainda não se integraram aos conselhos, o que dificulta uma ação maior. ‘‘É preciso que todos se integrem aos conselhos de segurança, para se ter uma política única de segurança’’, afirma um assessor do Ministério da Justiça.
A partir de hoje, as emissoras de televisão estarão mostrando três vídeos, de 30 segundos cada, com narrativas de pessoas que foram vítimas da violência. A campanha é baseada em fatos verídicos e utiliza a narrativa na primeira pessoa, como se o personagem estivesse falando sobre a própria morte. A idéia da campanha foi da jornalista Regina Lemos, e surgiu depois que seu marido, Antônio Carlos Patrício Valério, foi assassinado em uma briga numa lanchonete de São Paulo.
‘‘A atitude do governo, de resguardar a segurança da população se fortalece com esta campanha’’, afirmou Valetim Valério, sogro de Regina. A jornalista morreu em novembro do ano passado, no acidente do jato da TAM, próximo ao Aeroporto de Congonhas. ‘‘O mais importante disso é que pessoas, mesmo desligadas do governo, se preocupem com a segurança pública’’, observou Iris Rezende, se referindo a Regina Lemos.

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