País tem 33,3 milhões em áreas de risco da dengue
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Larissa Guimarães<BR>Folhapress 
Brasília, DF - Cerca de 33,3 milhões de brasileiros vivem atualmente em áreas de situação de alerta ou de risco de surto de dengue, mostra mapeamento divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. No ano passado, 32,6 milhões estavam nesta condição. As regiões Sudeste e Nordeste são as que têm a maior quantidade de municípios com índice insatisfatório.
O Paraná, conforme o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), possui quatro das 11 cidades avaliadas estão em alerta para a dengue. Nos municípios de Foz do Iguaçu, Guaíra, Maringá e Paranavaí os percentuais de infestação por larvas do mosquito transmissor da dengue variou de 1% a 2,9%, faixa considerada de alerta.
Neste ano, o número de cidades com risco de surto caiu de sete para cinco. O total em situação de alerta, porém, manteve-se quase inalterado: 71 contra 70. O Ministério considera em risco áreas que apresentam larvas do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, em ao menos 4% dos imóveis analisados. Em alerta, de 1% a 3,9%. O índice de infestação é satisfatório quando inferior a 1%.
O mapeamento revela que, das 71 cidades em situação de alerta, 14 são capitais. Salvador (BA) e Porto Velho (RO), que em 2007 estavam em condição de risco de surto, tiveram índices de infestação menores e fazem parte neste ano da lista das capitais em situação de alerta.
Para o ministro José Gomes Temporão, houve melhora perceptível neste ano, mas ele alertou que as prefeituras não devem se descuidar. Ele disse que há uma preocupação maior em ano eleitoral, por conta da transição -pode haver descontinuidade no combate ao vetor. A idéia é darmos uma ampla divulgação sobre o mapeamento para dirigir a nossa ação.
No Sudeste, aumentou o número de cidades em situação de alerta. Na região, ficou constatado que o principal criadouro do mosquito são os depósitos domiciliares (vasos, pratos, piscinas, bromélias etc).
Em São Paulo, há três cidades em situação de alerta: São Sebastião, Piracicaba e Ribeirão Preto. No Rio, o índice de infestação caiu em relação a 2007, mas o Estado ainda merece atenção. Na capital, enquanto alguns bairros têm índice zero, em outros ele chega a 10,8% (a média é 2,9%, dentro da situação de alerta).
As Forças Armadas colocaram à disposição do Ministério da Saúde 2.231 militares para ações preventivas contra a dengue em Estados do Norte e Nordeste, além de Rio e Minas. Eles começam a ser treinados na semana que vem. Terão funções de mata-mosquito e agentes de educação e mobilização. O Rio terá 820 militares na campanha e Minas, 200.


