A perspectiva até que era boa para o esporte, no Brasil, este ano. Se nada desse certo, ao menos havia a confiança quase nacional de que, no futebol, o Brasil conquistaria, pela quinta vez, o título mundial.
No fim, nem isto. Na verdade, muitos sinais foram dados ao longo do período de preparação. A Seleção não se saiu bem no torneio que disputou nos Estados Unidos, sequer chegando à disputa do título. Também não foi muito bem nos amistosos, chegando a perder para a Argentina no Rio. Mas os responsáveis diziam que isto não importava: o importante era ganhar o Mundial da França.
Antes, porém, e diante de alguns receios, a seleção de Zagallo recebeu um reforço: Zico foi nomeado para a Comissão Técnica. Era a esperança de que haveria alguém para dar um pouco de luz ao técnico que continuava a se mostrar muito irascível em seus contatos com a imprensa e seguro demais de suas idéias.
Afinal, chegou a Copa. Na primeira fase, uma derrota, algo que jamais havia acontecido em todas as outras vezes em que o Brasil foi campeão. Mas, nem isto diminuiu a pretensa confiança dos dirigentes. Zagallo apenas indicava que estavam faltando cada vez menos jogos para o penta. Poucos, mas sempre duros, assustadores. Até a decisão da vaga na final por pênaltis, com Taffarel, uma vez mais, sendo o herói. Depois, veio a final, esperada e até anunciada, contra a França. Um jogo para ficar na História.
Ficou mesmo. Pela primeira vez, a França se sagrou campeã mundial. Ao Brasil restou o vice-campeonato e uma série de dúvidas, a principal delas expressa numa pergunta: o que aconteceu com Ronaldinho? Vítima sabe-se lá do que, antes do jogo, ele não estava escalado. Depois, foi escalado. Depois jogou pouco e mal. E o time parecia assustado com ele e com os adversários. No fim um clássico 3 x 0 para a França e o arquivamento do sonho do penta.
Corinthians e Cruzeiro decidiram o título brasileiro: deu Timão. O Coritiba chegou entre os oito. O Atlético quase chegou lá, mas ficou nas posições intermediárias, e o Paraná quase caiu. Para completar um ano ruim, o Londrina perdeu a chance de subir à primeira divisão: ficou em último, no quadrangular final.
Nos outros esportes, não foi muito diferente. O basquete feminino, campeão mundial em 94, ficou em 4º no mundial deste ano. A mesma posição foi a do vôlei feminino (que, pelo menos, ganhou o Grand Prix Mundial) e do vôlei masculino. O Paraná também fez sucesso no vôlei feminino, com o título nacional do Rexona.
No automobilismo, outro ano de vacas magras, sem nenhuma vitória nacional nas principais categorias, mas muitas nas outras: promessas para 99.

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