País só crescerá se juros baixarem, diz Abecip
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2000
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 26 (AE) - Um estudo desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) diz que, para as atividades econômicas se recomporem, é preciso que haja crédito acessível e a custo mais baixo, seja para o conjunto de consumidores, seja para os mutuários da habitação.
"Juros menores para os aplicadores são indispensáveis para que haja prestações menores para os mutuários, pois os contratos de financiamento habitacional são corrigidos pela TR", diz o estudo. Ele salienta que o piso de 6,17% de juros, pagos aos titulares de cadernetas, poderá, no futuro, até ser visto como elevado. Hoje, constata-se que os depósitos de poupança renderam quase o mesmo que o IPCA - o índice oficial de inflação do consumidor no País. O IPC-A foi de 8,64% em 1999.
A entidade entende que o bom funcionamento da economia brasileira depende de juros baixos, "de preferência cada vez mais próximos dos juros reais que prevalecem no mundo desenvolvido." E acrescenta: "Para que isto aconteça, o papel do Congresso é crucial, pois será preciso combinar redução dos tributos com uma política fiscal, monetária e cambial que inspire enorme credibilidade".
De acordo com a Abecip, "o BC tem demonstrado que isto é possível e está agindo com vistas a estimular uma queda natural de toda a estrutura de juros. Todos devem ter a
consciência de que não é o juro da caderneta que têm de aumentar, mas os outros juros é que precisam cair, em benefício da continuidade da retomada econômica".


