Curitiba - O chefe do Centro Nacional de Epidemiologia, Jarbas Barbosa, que esteve ontem em Curitiba junto com o ministro da Saúde Humberto Costa, afirmou que o Brasil está adotando todas as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde de combate à pneumonia asiática. ''Nenhum país pode evitar que a pneumonia chegue a ele, porque o vírus é novo, ainda não existem testes para detectar quando a pessoa está infectada. Por isso as medidas são voltadas principalmente para fazer um bloqueio para que a doença não seja transmitida a outras pessoas'', afirmou.
A primeira ação é feita nos portos e aeroportos internacionais. O objetivo é identificar passageiros que apresentem sintomas da doença durante o vôo. A partir daí a pessoa é levada a unidade de saúde especializada e os demais passageiros são cadastrados para acompanhamento posterior. O Ministério também está trabalhando para divulgar a existência da doença e alertar a população para que procure os centros de saúde, caso tenha algum sintoma suspeito.
Até agora, 13 suspeitas foram notificadas ao Ministério, sendo que 11 casos foram descartados e dois continuam sendo observados. O primeiro foi o caso de uma jornalista inglesa, a qual já obteve alta e voltou a seu país. ''Ela está boa mas não podemos afirmar se ela teve ou não a doença porque não existe exame específico para a doença'', explicou Barbosa. A segunda suspeita de pneumonia asiática é de um garoto de 4 anos, residente em Sorocaba (SP), e que esteve na China recentemente. Nenhum outro membro da família apresenta sintomas.

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